DÍZIMO

 

CONTRIBUIÇÃO RESPONSÁVEL; DEVOLUÇÃO GENEROSA;

PARTILHA; GRATIDÃO

O Dízimo oferecido de coração aberto e agradecido é oração de ação de graças e de partilha, gerando fraternidade.
Dízimo sem fé é pagamento. Dízimo e fé são inseparáveis.

ORIGENS

O Dízimo nasceu do coração humano, mesmo antes da Igreja ser instituída por Jesus. Mesmo no Antigo Testamento, o Dízimo era uma das formas pela qual o povo honrava a Deus e sustentava a comunidade (Cf. Gn 14,18-20; Nm 18, 25 ss; Dt 12, 6.11.17; Lv 27, 30 ss; Tb 1, ss; MI 3, 8ss, Dt 14, 22 ss, Dt 26, 12 s).

DEFININDO...

O que o Dízimo é:
- Compromisso Mensal com a Igreja;
- Gratidão para com Deus, de quem tudo recebemos;
- Devolução a Deus, por meio da Igreja, de um pouco daquilo que Ele nos dá e que é colocado em comum na realização da Palavra de Deus.
- Contribuição para com a comunidade, da qual fazemos parte pelo Batismo;
- Partilha que nasce do amor aos irmãos e irmãs, especialmente os mais empobrecidos.
- É uma forma de levar a Comunidade a ser sinal de Oblação e colaboração na construção do Reino.

O que o Dízimo não é:
- Taxa de adesão à comunidade; para a ela pertencer;
- Uma forma de "comprar" a Deus e às suas bênçãos;
- Mensalidade para poder usufruir dos serviços eclesiásticos ou "dar uma ajuda" à comunidade.

PODER E DEVER DE CONTRIBUIR

Todos os que participam ativamente da vida de uma comunidade, ou seja, quem é cristão "de fato" e não apenas "de nome" podem e devem participar do Dízimo. Quem dá o Dízimo mas não participa está tentando "comprar" a Deus. Dízimo sem fé é uma espécie de "suborno" na tentativa de "enganar" a Deus.

QUANTIDADE...

O correto é que cada cristão devolva a Deus, através da comunidade dez por cento (Dízimo ou a décima parte) de seu ganho mensal. Contudo, tendo em vista a situação econômica de muitas das nossas famílias, aconselha-se que quem não pode dar dez por cento que dê aquilo que seu coração disser. Quem pode, porém, deve chegar ao costume bíblico, ou seja, a dez por cento.
Tem muita importância o quanto se dá de Dízimo, já que cada cristão deve dar o correspondente à sua generosidade. Alguns dão apenas migalhas, sem lembrar que Dízimo é devolução e partilha, e não esmola. O justo é que cada um dê de acordo com as suas possibilidades, sem sacrificar a família e, ao mesmo tempo, sem oferecer apenas o resto.

AGENTES DE PASTORAL

O Dízimo não serve apenas para manter ou construir igrejas (de "pedras"), mas também para formar aqueles que evangelizam através das diversas pastorais na comunidade. Os agentes devem ser formados na paróquia e fora dela (nos encontros Regionais e Diocesanos). Investir em pessoas é uma das prioridades da aplicação do Dízimo.


FORMAS DE CONTRIBUIR

O Dízimo é uma das expressões de fé e gratidão, mas não a única. A participação nas celebrações, nos sacramentos, nos ministérios, no serviço prestado aos empobrecidos são, juntamente com o Dízimo, expressões de uma fé adulta e consciente.

COMO SER DIZIMISTA

Quem quer contribuir com o Dízimo deve procurar a Secretaria Paroquial ou a Equipe da Pastoral do Dízimo da comunidade à qual pertence, manifestando o seu desejo de inscrever-se entre os dizimistas. Inscrevendo-se, o novo dizimista contribuirá com o Dízimo regularmente.

REGULARIDADE DA CONTRIBUIÇÃO

Assim como recebemos nossa remuneração mensal, o ideal é que o Dízimo seja oferecido também mensalmente, assim, é possível à comunidade organizar-se, prevendo as entradas de cada mês.

DISPENSADOS...

Ninguém está dispensado de contribuir com o Dízimo, nem mesmo o padre. Todos, sem exceção, devem contribuir, porque todos juntos, formam a comunidade, e são responsáveis por ela. Infelizmente algumas pessoas se acham no direito de não contribuir.


BENEFICIANDO A LITURGIA

O Dízimo possibilita, em grande parte o bom desenvolvimento da Liturgia. É com o Dízimo que se adquire o material litúrgico para o altar, os folhetos para as Celebrações, os ornamentos para a igreja. Quem contribui com o Dízimo ajuda a sua comunidade a rezar unida, a sonhar um mundo melhor.


PARTILHA DOS POBRES

Os pobres também devem contribuir com o Dízimo, porque também eles têm muito a agradecer a Deus. Por menor que seja, o Dízimo que oferecem tem muito valor, e deve ser recebido com carinho e gratidão (mesmo que seja na forma de serviços prestados à Comunidade eclesial).

O Dízimo possibilita o serviço aos pobres através da promoção humana, moral e social. Uma parte do Dízimo (estipulada pela Paróquia) deve ser destinada à caridade, ficando a comunidade responsável pelos critérios de aplicação. O essencial é lembrar que no pobre que suplica está presente o próprio Jesus.

EMPREGO DAS CONTRIBUIÇÕES

O Dízimo é investido na Igreja. Uma pequena porcentagem (dez por Cento - que é o Dízimo da Paróquia) é entregue à Cúria Diocesana (que está a serviço das comunidades) e o restante é utilizado na própria comunidade.
Eis algumas aplicações: na manutenção da igreja, do salão comunitário, das salas de catequese, da casa paroquial; na formação dos agentes de pastoral (catequistas, ministros, coordenadores, secretários...); na assistência e promoção dos mais pobres, etc.

OFERTAS

As ofertas ("coletas", durante a Apresentação das oferendas) continuam. Os cristãos, além de contribuir com o Dízimo, têm o direito de fazer ofertas por ocasião da Missa, do culto ou da recepção de Sacramentos ou Sacramentais. A oferta é ocasional.

PORCENTAGEM DO PADRE?

O padre recebe a sua "Remuneração Básica" estipulada pela Diocese. Ela é retirada do Dízimo (e / ou de outras receitas), e é justo que o seja, uma vez que o padre está a serviço da comunidade em tempo integral. O Dízimo não é para o padre e sim para a comunidade (da qual o padre faz parte). Por isso é importante acompanhar a prestação de contas que a Equipe de finanças faz a cada mês.

PRESTAÇÃO DE CONTAS

A Equipe (Pastoral do Dízimo) deve prestar contas do Dízimo recebido e de como ele foi aplicado. À frente dessa equipe deve estar o Pároco. A comunidade tem não só o direito, mas também o dever, de acompanhar tudo o que diga respeito à vida cotidiana da comunidade, inclusive o Dízimo.

BÊNÇÃOS

O Dízimo é uma fonte de bênçãos porque tudo o que é feito com amor e por amor, agrada a Deus. Deus não se "vende" nem pelo Dízimo que oferecemos a Ele nem por qualquer outra oferta. Ele se dá por inteiro, e sempre: quem não o acolhe de forma suficiente somos nós. O Dízimo é, antes de tudo, um caminho de conversão: ao partilhar eu me transformo superando o egoísmo. E quem vence o egoísmo acolhe com mais facilidade a Deus e às suas bênçãos.

 

ANIVERSARIANTES DIZIMISTAS DO MĘS