A
palavra "Espiritualidade" vem de "Espírito". Na Bíblia, Espírito é o
sopro da vida que anima e faz viver. O Espírito é a alma da vida, é a
energia pela qual Deus age. E isso tanto nos momentos de êxito, como nos
momentos de derrota.
Espiritualidade é o sopro de vida de Deus, que nos anima.
É a animação que nos impulsiona. É a nossa razão
de viver!
Sendo assim, esta situação em que a gente vive,
marcada por grandes mudanças culturais, a espiritualidade torna-se um
desafio que questiona nossas vidas e nos convida a revisar, repensar e, sobretudo,
a recriar a experiência de Jesus como anúncio / denúncia
na caminhada rumo ao Reino definitivo.
Neste contexto, a Igreja como comunidade convocada para manter
viva a memória de Jesus Cristo e fazê-lo presente na história,
é sujeito da missão evangelizadora recomendada por Cristo e da
qual todos participamos: evangelizar os pobres.
Nossa espiritualidade está centrada no seguimento de
Jesus, amigo e companheiro de caminho. Esta experiência pessoal e comunitária
com o Cristo vivo nos conduz a gostar da aventura do compromisso com o seu projeto,
assumindo-o a partir da vida no Espírito, tornando-nos assim defensores
da vida para todos.
A experiência do Espírito deve ajudar-nos a descobrir
o chamado para servir o próximo.
A vocação ao seguimento de Jesus é um
chamado para a missão, que implica: chamado à conversão
e mudança profunda de mentalidade e de vida. É por isso que nossas
comunidades devem tornar-se espaço onde cada um possa descobrir sua dimensão
missionária.
Assumindo tarefas e ministérios , segundo sua própria
vocação, o leigo, o padre, ou o religioso, conduzido pelo Espírito
Santo, vai partilhar com os outros o anuncio do Reino.
A espiritualidade cristã deve ser integralmente libertadora
e humanizante. A chave desse espírito e dessa prática, encontra-se
na humanidade de Jesus e na promessa do Reino de vida e esperança para
todos.