FREI GALVÃO - BIOGRAFIA


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SANTO FREI GALVÃO - O SANTO BRASILEIRO

Filho de Antônio Galvão de França, imigrante português e capitão-mor da cidade, e de Isabel Leite de Barros, bisneta do bandeirante Fernão Dias Pais, frei Galvão cresceu em uma casa grande e rica com os irmãos. Com 13 anos, foi mandado o Colégio de Belém, na Bahia, onde conviveu com padres jesuítas até 1756.

Aos 21 anos, entrou para o noviciado na Vila de Macacú, no Rio de Janeiro. Dois anos depois, em 1762, foi ordenado sacerdote. Frei Galvão foi enviado a São Paulo para aprofundar os estudos em filosofia e teologia no Convento de São Francisco, onde foi nomeado pregador, confessor e porteiro do Convento, cargo considerado importante pela comunicação com os fiéis e pela difusão das idéias católicas entre eles.

Entre 1774 e 1788, frei Galvão cuidou de um recolhimento de mulheres em São Paulo. Nos 14 anos seguintes, entre 1788 e 1802, o beato dedicou-se à construção do Mosteiro da Luz, quando atuou como arquiteto, mestre de obras e pedreiro. O edifício foi considerado patrimônio cultural da humanidade pela Unesco.

Os milagres atribuídos a frei Galvão estão ligados à cura de doenças, especialmente câncer e cálculo renal, e de complicações em partos. O primeiro deles ocorreu quando, procurado por uma jovem com fortes cólicas renais, Galvão foi inspirado por Deus e escreveu em um pedaço de papel uma frase em latim do Ofício de Nossa Senhora.

A tradução seria "depois do parto, ó Virgem, permaneceste intacta: Mãe de Deus, intercede por nós!". Ele enrolou o papel em forma de pílula e deu à jovem, que teria expelido um grande cálculo e se curado.

Pouco tempo depois, um senhor pediu orações e um remédio para a mulher, que estava em trabalho de parto. Frei Galvão fez novamente uma pequena pílula, e a criança nasceu rapidamente. Depois disso, teve que ensinar as irmãs do recolhimento a fazer as pílulas e dá-las às pessoas necessitadas, o que elas fazem até hoje.

Galvão morreu em 23 de dezembro de 1822 e, a pedido do povo e das irmãs do Mosteiro da Luz, foi sepultado na igreja que ele mesmo construíra. A partir deste mosteiro, tiveram origem outros nove.

Ele foi beatificado pelo papa João Paulo II em 1998 e teve seu segundo milagre, necessário para a canonização, reconhecido pelo papa Bento XVI em 16 de dezembro do ano passado.

Frei Galvão foi Canonizado em Missa Solene no Campo de Marte, no dia 11 de maio de 2007, pelo Papa Bento XVI.