PEQUENAS ORIENTAÇÕES LITÚRGICAS SOBRE O TEMPO COMUM
Chama-se Tempo Comum, no Ano Litúrgico e na vida da Igreja, o período celebrativo que fica entre os ciclos do Natal e da Páscoa. Esse tempo traz, na liturgia, a cor verde, como que revelando a floração das alegrias do Reino: depois do Natal, as alegrias natalinas; e, depois da Páscoa, as eternas alegrias pascais.
No Natal, celebramos o mistério da Encarnação, e, na Páscoa, o mistério da Redenção, mas no Tempo Comum, não celebramos um aspecto específico de nossa fé, como nos dois ciclos, e sim todo o mistério cristão, com enfoques diversificados.
O Tempo Comum é o tempo mais longo da liturgia, com 33 ou 34 semanas. Começa na segunda-feira depois da festa do Batismo do Senhor, ou na terça-feira, quando a festa do Batismo não é celebrada no domingo. Na terça-feira de carnaval, o Tempo Comum se interrompe, dando lugar ao ciclo da Páscoa, que se inicia na Quarta-Feira de Cinzas. Na segunda-feira depois de Pentecostes, temos então o reinício do Tempo Comum, que se prolonga até o fim do ano litúrgico, ou seja, até à tarde do sábado que precede o primeiro domingo do Advento.
Para enriquecer os fiéis, numa escuta mais atenta e contínua da Palavra de Deus, a Igreja dispôs, para os domingos do Tempo Comum, a proclamação do Evangelho em três ciclos: ano A, Mateus; ano B, Marcos; e ano C, Lucas. Neste ano de 2001, o evangelista que nos fala, no Tempo Comum, é, pois, Lucas. O Evangelho de João é proclamado sobretudo no Tempo Pascal e em outras celebrações, substituindo também Marcos, no ano B, em cinco domingos, do 17º ao 21º, quando a liturgia nos propõe as riquezas do discurso do Pão da Vida, conforme narra São João no capítulo 6º de seu Evangelho.